Luis Paiva

Luis Paiva

sábado, 11 agosto 2018 17:32

Breve historial

Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha (SPCV), depois Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) fundada pelo médico militar José António Marques, iniciou a sua atividade a 11 de fevereiro de 1865, sob a designação de Comissão Provisória para Socorros a Feridos e Doentes em Tempo de Guerra.

Vila Real, através da sua imprensa regional, no último terço do século XIX, foi acompanhando a atividade desta sociedade. Muitos vila-realenses, assim como várias instituições, foram chamados a apoiar as suas iniciativas cada vez mais frequentes, a inscreverem-se como associados e a contribuírem financeiramente para as atividades a desenvolver. O contexto da Primeira Guerra Mundial ajudou a acelerar o processo da criação de uma delegação da Cruz Vermelha em Vila Real. São momentos importantes, os seguintes:

  • 10 de janeiro de 1916 - Sessão de esclarecimento. As reuniões nesse sentido sucederam-se a partir de novembro de 1915 e, em 10 de janeiro de 1916, no salão nobre da Associação dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública, teve lugar uma reunião presidida pelo Dr. António José da Costa Sampaio, que expôs de forma clara os fins humanitários da Sociedade, e secretariada pelos Srs. Joaquim Botelho, 2º Sargento do RI13, e José dos Santos Barreira, farmacêutico. Nesta reunião participaram, além de numerosa assistência, a Câmara Municipal, o Hospital, as duas Corporações de Bombeiros e diversas confrarias. Discutiram-se, igualmente, as bases para o estabelecimento da referida delegação, que a Direção Central, recebida a ata da reunião, de imediato autorizou, prometendo enviar algumas macas, logo que a mesma estivesse definitivamente instalada.
  • 22 de janeiro de 1916 - Nesta data foi escolhida a direção da Comissão Organizadora da Delegação Distrital de Vila Real (CODDVR).
  • 27 de janeiro de 1916 - Tomada de posse da CODDVR: Presidente, Dr. José Coelho Mourão, Secretário do Governo Civil de Vila Real; Vice-Presidente, Rodrigo da Nóbrega Pinto Pizarro; Secretário, José dos Santos Barreira; Tesoureiro, Padre Filipe Correia de Mesquita Borges (considerado a “alma da Delegação” distrital); Vogais, Francisco Maria Pereira Araújo, Ilídio Ruas, Francisco Augusto dos Santos Mesquita, Dona Zara de Carvalho Araújo e Dona Maria Guedes Mourão. O Dr. António José da Costa Sampaio, nomeado nessa ocasião chefe-diretor, assumiu a responsabilidade pelo corpo ativo (Companhia nº 10). Então, teve início uma campanha de novos associados e promoveu-se o alistamento do pessoal das ambulâncias (“ambulâncias” significa um destacamento de socorro com médicos e um pequeno hospital de campanha). O Dr. Henrique Ferreira Botelho, médico como o Dr. António Sampaio e a quem posteriormente competirão novas responsabilidades, pôs à disposição, para sede da Delegação, uma das dependências do seu consultório, na altura instalado no Palacete Torres.
  • 20 de fevereiro de 1916 - Primeira sede. A bandeira foi hasteada no dia 20 de fevereiro, na sua primeira sede, na Rua Serpa Pinto, no 1º andar, do edifício onde mais tarde funcionará o Café Excelsior, propriedade de Joaquim Augusto Ferreira, vereador da Câmara Municipal e importante comerciante de fazendas.
  • 1920 – Extinção da delegação - Em princípios de 1920, a delegação de Vila Real foi extinta, depois de um período intenso de atividade, destacando-se o apoio aos militares envolvidos na Grande Guerra e suas famílias; a ação desenvolvida aquando da gripe pneumónica, epidemia que motivou a presença em Vila Real do Presidente da República, Doutor Sidónio Pais, nos dias 24 e 25 de setembro de 1918, numa altura em que estavam declarados aproximadamente dois mil casos e faleciam em média vinte pessoas por dia; e as incursões monárquicas no Norte, nomeadamente o combate de Parada de Cunhos no dia 7 de janeiro de 1919, altura em que a Cruz Vermelha arvorou a sua bandeira no Hospital Militar, assistindo os feridos na linha de fogo.
  • 28 de julho de 1977 - Reinstalação da delegação - Sob a presidência de Fernando Ferreira Borges, a Delegação Distrital reinstala-se, em 28 de julho de 1977, na Avenida Carvalho de Araújo, n.º 17 – 1.º andar, sob o pretexto da grande operação nacional de apoio à chegada, instalação e encaminhamento dos portugueses regressados das colónias.
  • 25 de janeiro de 1978 – Tomada de posse da Direção da Cruz Vermelha Juvenil de Vila Real.

LISTA DE PRESIDENTES APÓS REINSTALAÇÃO

Fernando Ferreira Borges – 1977.07.28 a 1988.05.02

Professor Doutor Fernando Nunes Ferreira Real – 1988.05.03 a 1991.10.28

Dr. Armando Afonso Moreira – 1991.10.29 a 2008.06.29

Coronel António Francisco Dias Vieira – 2008.06.30 a 2016.09.14

Coronel Joaquim do Cabo Sabino – 2016.09.15 a 2021.01.26

         Coronel Fernando Artur Ferreira Teixeira – 2021.01.28 a 2022.02.14

         Coronel Cesário Filipe Barros da Rocha – desde 2022.02.15

FACTOS RECENTES MAIS RELEVANTES

  • 1996.05.08 – Inauguração da sede da Delegação em edifício de sua propriedade, sita na Rua Dr. Manuel Cardona, Entrada 2-B, 5000-558 Vila Real. Início das ações de voluntariado no Centro Hospitalar de Vila Real - Peso da Régua.
  • 1997 – Abertura de um Centro de Medicina Física e Reabilitação no rés-do-chão do edifício da sede da Delegação.
  • 1997.04.27 – Tomada de posse dos membros do Conselho Consultivo e da Assembleia Geral.
  • 1997.12.11 – Celebração de protocolo de acordo de cooperação entre a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS) e a Delegação de Vila Real da CVP.
  • 2003.09 – Deslocalização do Centro de Medicina Física e Reabilitação para a Rua Marechal Teixeira Rebelo, 145, Vila Real, para dar resposta à crescente procura e à necessária melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde e dos utentes deste Centro de Medicina Física e Reabilitação.
  • 2018.02.21 – Assinatura do protocolo institucional entre a Delegação e o Atelier Solidário de Vila Real “Dress a Girl Around the World”.
  • 2019.11.11 – Entrada em funcionamento da Unidade de Medicina Física e Reabilitação em novas instalações, na Rua da Veiga, Lote A-5, Loja 1, 5000-552 Vila Real, para responder aos novos desafios e exigências dos serviços prestados, proporcionar melhores condições de trabalho aos colaboradores e elevar o nível de conforto proporcionado aos utentes.

Ao longo das últimas décadas foi aumentada a disponibilidade de ajudas técnicas (camas articuladas, cadeiras de rodas, andarilhos e canadianas), melhoradas as instalações, renovada a frota automóvel para dar resposta aos pedidos de transporte de vítimas de violência doméstica e de emergência social e introduzidas novas valências para dar resposta às necessidades dos novos tempos.

CONDECORAÇÕES / DISTINÇÕES

 A Delegação foi distinguida pela Câmara Municipal de Vila Real com a:

  • Medalha de Prata de Mérito Municipal - 2013.07.08
  • Medalha de Ouro de Mérito Municipal - 2016.07.11
sábado, 11 agosto 2018 17:31

Direcção

Presidente da Delegação de Vila Real:

Coronel, Cesário Filipe Barros da Rocha

Vice – Presidentes:

Professor, Manuel da Conceição Coutinho

Dra. Sofia Margarida Neves Martins

Tesoureiro:  

        Sargento-Mor, João Carlos Gomes dos Santos

Vogais:

        Tenente-Coronel, António Fernando Correia Tabosa

        Enfermeira, Maria Emília Gonçalves Sarmento

        Enfermeira, Maria Joana dos Santos

sábado, 11 agosto 2018 17:30

Missão

Visão, Missão e Valores

A Delegação de Vila Real desenvolve a sua missão em obediência aos Estatutos da Cruz Vermelha Portuguesa e age em conformidade com as normas do Direito Internacional Humanitário, tendentes a garantir o respeito pela dignidade da pessoa humana, a favorecer a paz, a minimizar os efeitos negativos dos conflitos e a proteger a vida a e saúde das populações.

Visão

Maximizar, de uma forma sustentável, a nossa intervenção otimizando o conhecimento e respondendo às necessidades da comunidade, tendo sempre presente a perspetiva da pessoa, da sociedade, da inovação e da aprendizagem contínua.

Missão

Ser instituição de referência pela qualidade e equidade dos serviços prestados, promovendo o desenvolvimento social da comunidade por via da prestação de serviços que satisfaçam as necessidades e expetativas das pessoas visando a melhoria da sua qualidade de vida, sempre adjacente aos nossos Princípios Fundamentais: Humanidade, Imparcialidade, Independência, Neutralidade, Voluntariado, Unidade e Universalidade. 

sábado, 11 agosto 2018 17:29

Contactos

 Delegação de Esposende

Rua Bombeiros, 3A – 45
4740-291 Esposende

Telefone: 253 963 113

Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.  

Extensão de Apúlia

R. do Facho 13
4740 Apúlia Esposende

Telefone: 253 968 595

Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Em caso de dúvida, contactar Cristina Lamy do serviço de Comunicação, Imagem e Relações Públicas na sede nacional CVP pelo email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. 

sábado, 11 agosto 2018 17:29

Parceiros

Parceiros

sábado, 11 agosto 2018 17:29

Como ajudar?

Entrega de bens

No âmbito do projeto de Responsabilidade Social que se tem vindo a implementar nos últimos anos, lançamos uma campanha de recolha de bens.

Pedimos o vosso contributo em roupa, géneros alimentares, livros, brinquedos, entre outros bens, que se encontrem em estado novo ou passível de reutilização, ou seja, produtos com utilidade social.

Faça uma entrega
253 963 113

Torne-se Membro

Podem ser membros da Cruz Vermelha Portuguesa, na forma, condições e com os direitos, deveres e responsabilidades que, para cada um dos casos, sejam determinados, as pessoas singulares ou coletivas, nacionais ou estrangeiras, que acatem os Princípios Fundamentais e demais normas que regem a Instituição e se disponham a servi-la.

Torne-se Membro
253 963 113

Entrega de equipamentos ortopédicos

No âmbito do projeto de Responsabilidade Social que se tem vindo a implementar nos últimos anos, lançamos uma campanha de recolha de bens.

Pedimos o vosso contributo em equipamentos ortopédicos, que se encontrem em estado novo ou passível de reutilização.

Faça uma entrega
253 963 113

Entrega de Tampinhas

Os fundos angariados destas tampinhas servem para a aquisição de ajudas técnicas solicitadas no âmbito Social.

As tampas para reciclagem podem ser de detergentes, champô, embalagens de bebidas, embalagens de leite, entre outras.

Faça uma entrega
253 963 113

Entrega de roupa

No âmbito do projeto de Responsabilidade Social que se tem vindo a implementar nos últimos anos, lançamos uma campanha de recolha de bens.

Pedimos o vosso contributo em roupa, que se encontrem em estado novo ou passível de reutilização.

Faça uma entrega
253 963 113

Seja Madrinha/Padrinho do Banco de Leite

Embora os benefícios sejam incontáveis para mulheres e crianças, o investimento global em políticas e programas de apoio ao aleitamento ainda não é suficiente. Como o mundo agora está focado em alcançar os novos objetivos de desenvolvimento sustentável e de saúde, há uma oportunidade única de aumentar este apoio.

Seja Madrinha/Padrinho
253 963 113

sábado, 11 agosto 2018 17:29

Membros

Membros Ativos:

Membros Contribuintes:

Membros Beneméritos:

sábado, 11 agosto 2018 17:29

Voluntariado

Perfil do Voluntário

São sete os princípios básicos nos quais assenta o perfil do voluntário da Cruz Vermelha:

Participativo
Concretizado através das diferentes atividades e nos órgãos próprios da Instituição.

Comprometido
Com todos, em especial com os mais vulneráveis.

Capacitado/Formado
O voluntário deve ter uma formação específica para a atividade que desenvolve.

Motivado
Fundamental para a continuidade do Voluntariado, supõe uma especial atenção às expectativas e necessidades do voluntário, bem como um acompanhamento da sua ação.

Disponível
Para as tarefas que se propõe, bem como no tempo dado à formação e participação. Polivalente - a participação deve ser diversificada a nível do campo de ação, rentabilizando ao máximo os recursos.

Cooperativo
Ser capaz de trabalhar em equipa é fundamental para o desenvolvimento dos objetivos a que se propõe a Instituição.

Responsabilidades do Voluntário: Direitos e Deveres

Cada voluntário assume responsabilidades de acordo com a Sociedade Nacional da Cruz Vermelha ou do Crescente Vermelho para a qual escolheu trabalhar, e também de acordo com aqueles a quem oferece ajuda.

A relação do voluntário com a atividade que desenvolve na Cruz Vermelha implica:

Envolvimento pessoal

Assunção dos Princípios Fundamentais.

Prestação de serviços de forma não remunerada e desinteressada.

Liberdade para desenvolver uma atividade voluntária dentro do campo de atuação da Cruz Vermelha.

Participação na vida da comunidade para melhorar as condições de vida dos seus semelhantes.

Participação voluntária cooperante, tentando obter um maior nível de humanização da sociedade através da cooperação entre os diferentes atores e fatores sociais.

Direitos

Ser informado sobre os Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha, o Código de Ética, a filosofia do Voluntariado Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, as quatro Convenções de Genebra e os seus Protocolos Adicionais.

Conhecer os objetivos, estrutura e funcionamento da Instituição.

Receber informação sobre os objetivos, duração e lugar da atividade que vai realizar.

Receber formação inicial e contínua.

Aceder a uma tarefa específica e bem definida.

Realizar a ação voluntária de acordo com as suas capacidades, aptidões e interesses.

Respeitar o compromisso estabelecido com a Cruz Vermelha.

Ser reconhecido pelo trabalho que desenvolve com acreditação e certificação.

Participar nas decisões que dizem respeito ao seu trabalho.

Integrar uma apólice de seguros de acidentes pessoais.

Deveres

Agir de acordo com os Princípios Fundamentais do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e promover a sua difusão.

Familiarizar-se com o Código de Ética, os Princípios Fundamentais, a filosofia do Voluntariado Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, as quatro Convenções de Genebra e os seus Protocolos Adicionais.

Em caso de dúvida sobre a posição da Cruz Vermelha ou Crescente Vermelho, pedir um conselho, antes de agir, à sua Sociedade Nacional.

Reconhecer e respeitar os direitos consignados nos Estatutos e Regulamentos da Instituição.

Desempenhar as missões sem qualquer discriminação quanto à nacionalidade, raça, sexo, opiniões políticas ou crenças religiosas.

Respeitar as regras relativas ao uso do emblema e impedir o seu abuso.

Preparar-se para as atividades e funções que lhe são confiadas.

Empenhar-se em oferecer um serviço da melhor qualidade possível.

Respeitar a dignidade individual e o desejo de discrição daqueles a quem presta apoio.

Promover a compreensão mútua e um bom funcionamento em equipa.

Responder às necessidades de outrem com humanidade e empatia

Ser capaz de transmitir a informação recebida ou o conhecimento adquirido, e avaliar o trabalho desenvolvido.

Participar ativamente na Instituição conforme estipulado nos seus Estatutos e Regulamentos.

sábado, 11 agosto 2018 17:28

Outras áreas de apoio

OPERAÇÃO ”FÁTIMA”

3 de Maio de 2016

APOIO AOS PEREGRINOS A PÉ

À Semelhança dos anos anteriores, a Cruz Vermelha Portuguesa Delegação de Esposende e Extensão de Apúlia está apoiar os peregrinos que rumam ao Santuário de Fátima, através de cuidados enfermagem, massagens e distribuição de géneros alimentares e águas.

Para além destes apoios, este ano, foi oferecido Kits de primeiros socorros, a cerca de 100 peregrinos que partem do concelho de Esposende: 2 grupos de Apúlia, 1 grupo de S. Bartolomeu Mar e 1 grupo de Esposende.


OPERAÇÃO ”FÁTIMA”

sábado, 11 agosto 2018 17:28

Formação/Ensino

Powered by jms multisite for joomla